domingo, 26 de abril de 2009

Fazer 30 anos...

Já completei 30 anos e 2 meses, mas ainda estou curtindo essa fase da vida, minhas amigas mais querida também estão passando por isto e acompanhá-las é mais do que divertido.

Quando eu tinha 15 anos imaginava o dia que completaria 30, tinha planos, sonhos, expectativas e confesso que quase nenhum deles foi alcançado e não acho isso ruim. Eram planos de menina, que ainda sonhava com um príncipe encantado, com casamento e filhos, com uma profissão que eu ainda não sabia qual era e tinha o futuro como uma página em branco na minha frente.

Os anos passaram e o aniversário de 30 anos estava logo ali, apesar de estar encarando o grande dia de frente, com a cabeça erguida e os olhos curiosos resolvi dar uma fugida, não queria o mesmo de sempre, festa, presentes, sorrisos e comemorações (não que eu não goste disso, adoro, mas os 30 anos estavam pesando, confesso).

Fiz as malas e fui viajar com três amigas queridas, importantes na minha vida cada uma a sua maneira para o lugar onde todos são criança. A comemoração na Disney foi mágica e muito mais divertida do que eu poderia esperar. Mas não estou aqui para falar da viagem...

Nós, mulheres de 30, samos chamadas de balzaquianas, tudo isso porque Balzac escreveu o seu "A Mulher de 30 Anos" em uma época em que ter 30 anos era estar na metade da vida, já ter tido 6, 7 filhos, estava prestes a ser avó, ter como principal função cuidar da família, esperar o marido voltar para casa, lavar, passar... Hoje a mulher que completa 30 anos está no auge da vida profissional, amorosa, sexual, quer conquistar o mundo, viajar, e ser dona da própria vida..

Tão diferente das mais novas, nós com nossos bem vividos 30 anos, dirigimos, pagamos nossos sapatos e bolsas e entendemos de vinho. Discutimos política, religião, literatura e novela. Nós somos aquelas que assistimos ao jogo de futebol, se não torcemos junto pelo menos não ficamos resmungando. Temos confiança em nós mesmas e assumimos nossas escolhas, falamos e fazemos o que queremos sem medo do que os outros vão pensar, principalmente sem medo do que as outras mulheres vão pensar ou achar das nossas decisões, opiniões e caminhos escolhidos. Viajamos leve, com o essencial, sempre dispostas a experimentar o novo.

Um dia pensei... "ah se eu soubesse de tudo isso quando eu tinha 18 anos..." agora sei de muito mais coisa e tenho uma parte deliciosa da vida pela frente.. Eu e todas as minhas amigas que chegaram até aqui. Aproveitem a sabedoria e a delícia de tudo isso.

Esse post era algo que eu já queria ter escrito desde quando completei minhas três décadas, mas fui enrolando, procrastinando e o aniversário de uma amiga querida, a Ká, fez com que eu parasse e escrevesse tudo isso. Ká, esse post é para você!! Minha amiga de quase 30 anos, que esteve do meu lado sempre, em todos os momentos.. Que sua vida seja mágica e iluminada daqui para frente, como sempre foi e será... PARABÉNS querida!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um refrão..

Sabe aquela música que gruda na cabeça e não sai por nada..
A de hoje é esta...

"Take another little piece of my heart now, baby. (break a…)
Break another little bit of my heart, darling, yeah. (have a)
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it (waaaaahhh)
Take a…Take another little piece of my heart now, baby. (break a…)
Break another little bit of my heart, and darling, yeah yeah (have a)
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it, child, if it makes you feel good"

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Explicação...

Ontem escrevi a citação do Grey`s Anatomy que fala sobre as coisas inesperadas, aquelas que mudam nossas vidas...

Levamos uma vida na qual mesmo quando fazemos todo o esforço para não as ter, as expectativas permeiam nosso dia a dia, nossa rotina, nossos pensamentos. Esperamos um fim de semana de sol, uma ligação, um beijo, um dia sem trânsito. Esperamos que nosso salário dure até o fim do mês, que a calça não fique apertada depois da Páscoa, que as férias cheguem logo..

São essas expectativas que nos dão rumo, que fazem a gente acordar todo dia, sair da cama e enfrentar mais um dia. Mesmo quando tudo parece cinza e desanimado. E são estas mesmas expectativas, que quando não dão certo, nos decepcionam.

Como na citação, nos sentimos roubados quando nossas expectativas não são atendidas, quando tudo o que planejamos dá errado. É como tropeçar nos últimos 100 metros de uma maratona. Somos invadidos por aquele sentimento de frustração que desanima, tira a vontade, dissolve a esperança.. afinal tanta energia, tempo e ímpeto dedicados para nada..

Mas então algo inesperado acontece.. coisas não planejadas, inusitadas. Fatos, sensações, imagens que simplesmente nos surpreendem, tiram o fôlego, nos fazem sorrir com a surpresa... Acordar com um bom dia especial, receber flores, ganhar um vale-sorvete ou um elogio. Uma visita, um carinho, uma nota de R$ 10,00 no bolso. Não importa o tamanho do inesperado, o fato de ser surpreendente já faz toda a diferença...

Cada uma destas coisas inesperadas faz com que a vida seja uma caixinha de suspresas e nos mostra que ter expectativas é só o começo.. as expectativas parecem pequenas e sem graça quando comparadas ao inesperado, ao não previsto, com aquilo que realmente muda nossas vidas...

Não digo para simplesmente não ter expectativas, sei que seria ideal, mas é praticamente impossível. O que quero é estar aberta para as surpresas, para o inesperado, para aquilo que pode, sim, mudar minha vida...

The unexpected is what changes our lives!!

Hoje baixou o espírito de dita e resolvi fazer uma faxina nas minhas coisas. Em uma agenda antiga achei um texto que copiei do Grey`s Anatomy. A série é cheia de momentos mágicos, de frases de efeito e, sim, atores bonitões. Esta talvez seja a minha frase favorita de todo o seriado. Ou esteja entre as 3 melhores.

“We all think we’re going to be great and we feel a little bit robbed when our expectations aren’t met. But sometimes ours expectations sell us short. Sometimes the expected simply pales in comparison to the unexpected. You got to wonder why we cling to our expectations, because the expected is just what keep us steady . Standing. Still, the expected’s just the beginning, the unexpected is what changes our lives.”

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A vida como uma montanha-russa



Os pés balançando no ar...

Desde criança sempre fui fascinada por montanha-russa, mas faltava coragem. Tinha medo, receio, apesar de todo o encantamento. Hoje tudo é diferente.

Recentemente fiz uma viagem, itinerário cheio de parques de diversão e neles montanhas-russas de todos os tipos. No escuro, com looping, sem looping, de trás para frente.. para todos os gostos. E eu fui em todas elas, algumas até duas vezes.

A sensação do desconhecido,da velocidade, do vento no rosto, de ver o chão de ponta cabeça é muito mais instigante do que simplesmente ficar olhando como fazia quando era pequena. E é exatamente assim que encaro a vida hoje em dia. É muito mais divertido ser a protagonista da minha vida do que meramente espectadora.

Por mais estranho que possa parecer, às vezes a vida precisa de velocidade, ficar de pernas por ar, ter quedas bruscas...

Pode soar meio agressivo, mas encarar o desconhecido sem medo, olhar com curiosidade e tirar o pé do chão faz com que a gente encare a vida curtindo mais a sensação de vivê-la em sua plenitude ao invés de tentar prever cada passo, cada curva... É fazer sua opção mesmo sabendo que haverá partes não muito agradáveis, ficar atento aos momentos divertidos, aqueles que te tiram o fôlego e trazem sorrisos aos lábios.

Andar de montanha-russa é se entregar ao desconhecido, confiar na sua escolha e simplesmente aproveitar o caminho, a vista e a diversão.

sábado, 4 de abril de 2009

As mulheres e suas bolsas mágicas




Ontem eu comprei uma bolsa, sou mulher e SIM, adoro comprar bolsas, sapatos.. enfim fazer compras!!

Hoje eu estava no carro com um amigo e quando ele viu o tamanho da bolsa ficou espantado. Afinal ela é gigante.. e não adiantava eu argumentar que "está na moda" já que se a moda fosse bolsa pequenininha eu continuaria usando bolsas grandes para poder carregar o que ele chamou de "arquivo morto".

Tentei explicar...

Nós mulheres não conseguimos sair de casa sem o básico que inclui carteira com dinheiro, documentos e cartões de créditos, óculos escuro e chaves.. a diferença é que o nosso básico tem muito mais coisas além disso..

Nossas bolsas são uma caixinha de surpresas, às vezes para nós mesmas.. mas com certeza você pode encontrar um caderninho para anotações e uma caneta e/ou lápis, já que uma idéia brilhante pode surgir a qualquer momento... Temos nosso celular, afinal não conseguimos viver se comunicação.. seja para falar com as amigas, pedir conselho para um amigo ou avisar o namorado que vai demorar um pouquinho...

Temos sempre um lencinho, afinal nunca sabemos quando será necessário, já que às vezes o choro vem fácil... junto com eles na necessaire temos um baton, ou dois, ou três, um creminho, uma escova e pasta de dentes.. Uma escova para o cabelo, uns grapos e uns elásticos. Aquele gel para limpar as mãos, alguns band-aids para o dia em que o sapato aperta. Uma lixa para quando a unha quebra...Sem contar o remédio para dor de cabeça, tpm, cólica, resfriado... Temos ainda uma balinha, umas moedas e cartões de visita.

Na minha ainda tem meu iPod, afinal ele é uma ótima companhia para horas de espera ou quando dá aquela vontade incontrolável de ouvir certa música e contar no carro até ficar sem voz.. Além do iPod sempre tenho um livro, pequenino, para ler seja na sala de espera do médico, no metrô ou até mesmo no trânsito..

Sem contar o espaço reservado para levar a carteira e chaves do namorado que algumas vezes querem compartilhar um cantinho com todos esses mimos...

E se você me perguntar se tudo isso é necessário, lhe responderei que consigo pensar em várias outras coisas que poderia levar na minha "pequenina" bolsa...

Talvez devesse ter comprado uma maior...